Hoje se finda o mês de outubro de 2020. Muito se falou na prevenção ao câncer de mama, no entanto sabemos que o tema exige de nós a máxima atenção todos os dias, tanto às mulheres quanto aos homens. Não podia deixar de registrar um reforço a mais para nós aqui. A história da Bia é impactante, forte, comovente, mas também de muita superação e fé. Leia, medite e previna-se sempre.
Desde já meus agradecimentos a essa guerreira por ter vencido esse tremendo desafio e por nos conceder publicar sua história de vida real e pessoal. Um forte e longo abraço minha querida!
Zuleika Alves Fontes Estarneck
Meu nome é Beatriz, tenho 37 anos e em setembro de 2018
descobri que estava com câncer na mama esquerda. Em 2016, fazendo o autoexame
no banho, senti um caroço na mama, porém muito pequeno. Eu só o sentia se
apalpasse, mas não dei importância, pois achava não ser nada demais. Em 2017
engravidei. Quase não acreditei, pois estava há anos tentando e já havia até
desistido. Então, grávida, eu falei para o meu obstetra sobre o caroço. Ele me
mandou fazer um ultrassom e realmente tinha um pequeno cisto. Porém o mesmo me
aconselhou esperar o bebê nascer para poder fazer os exames mais precisos, já
que eu estava bem.
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| Beatriz no início da descoberta do caroço. Não sabia que era câncer. |
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| Beatriz grávida de Helena. O caroço estava lá e sem diagnóstico |
Passei toda a gravidez tranquila, parto tudo bem, porém na
hora de amamentar, não tinha leite, nem massagens
e remédios para estimular sua produção adiantaram. Quando minha filha fez um ano,
percebi que minha mama estava toda dura e com aspecto diferente. Foi então que
fiz a mamografia e biópsia. O mastologista me confirmou que eu estava com
câncer de mama. Naquele momento, apesar das circunstâncias, me mantive
positiva, certa de que Deus estava comigo e tudo iria passar e de que precisava
pôr minha fé em ação.
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| Beatriz depois do dia da quimioterapia |
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| Beatriz com a pequena Helena em dia que fez quimioterapia |
A demora no diagnóstico fez com que o meu caso se agravasse.
Hoje sempre alerto a todas para a importância da mamografia anual, pois o
câncer descoberto no início, as chances de cura aumentam. Porém Deus não me
abandonou. Fiz quimioterapia. Nessas épocas ficava uns dias debilitada, porém
logo me recuperava e ficava bem. Meu cabelo caiu, mas procurava não me abalar,
pois sabia que aquilo era uma fase. A doença diminuiu bastante, logo depois
operei, fiz uma mastectomia com esvaziamento axilar esquerdo, devido ao aparecimento
de linfonodos comprometidos nas duas axilas também. Mas foi aí que a minha fé e
positividade aumentaram. Então, logo depois da quimioterapia, os linfonodos da
axila direita sumiram. Sinais de que Deus está comigo e a importância de não
perder as esperanças e manter a positividade.
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| Beatriz quando se recuperava dos efeitos da quimioterapia |
Então, em março desse ano fiz a mastectomia com o
esvaziamento axilar. Foi tudo tranquilo e a recuperação ótima e rápida. Tinha a
previsão de que meu braço ficaria debilitado para sempre, ou seja, não poderia
pegar mais peso e fazer esforço, mas para a glória de Deus hoje faço de tudo
com o meu braço, superando as expectativas.
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Beatriz operada: mastectomia
 | | Depois da operação |
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Algum tempo depois da quimioterapia
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Ainda este ano fiz radioterapia para completar o tratamento,
no qual deu certo. O tipo de câncer que eu tive é hormonal e invasivo, mas Deus
tem me sustentado em cada detalhe. Por isso eu digo: o câncer de mama não é uma
sentença de morte. Contudo aconselho que antes que o pior aconteça, faça seus
exames sempre e se cuide. Esta é uma prova de amor por você mesma e para os que
te amam. E ainda que as circunstâncias sejam contrárias, não desista, não
desanime e busque o tratamento, pois o pensamento positivo e fé em Deus te
levará a uma força inabalável essencial para essa vitória.
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| Beatriz e sua filha Helena atualmente |
#outubro rosa # eu tive câncer, porém ele não me teve #vamos viver!
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| Beatriz hoje: linda e recuperada! |
Por Beatriz Rodrigues da Silva de Lima
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